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Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou quatro pessoas e por cárcere privado e sequestro, mediante internação forçada por período superior a 15 dias, de 36 pessoas, em uma clínica de reabilitação, localizada no Jardim dos Buritis, em Aparecida de Goiânia. Os quatro estão presos desde o dia 20 deste mês.
 
Segundo a promotora de Justiça Simone Disconsi de Sá Campos, em um dos casos, uma equipe da clínica chegou a ir até a casa de uma das vítimas e a obrigou a tomar um medicamento à força, e depois a levou para a clínica contra a sua vontade. A vítima ficou na clínica de 22 de novembro de 2020 até 20 de abril de 2021.
 
A promotora de Justiça destaca que os quatro denunciados colocaram em risco a vida e a saúde dos pacientes internados na clínica ao privar os pacientes de cuidados indispensáveis e os sujeitarem a trabalho inadequado enquanto estavam sob os cuidados deles.
 
Além disso, a clínica funcionava de forma clandestina, sem autorização dos órgãos competentes.
 
Foi apurado no inquérito policial que a clínica já foi denunciada várias vezes na Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia de Goiás e em outros órgãos públicos sobre a ocorrência de maus-tratos contra os pacientes.
 
Foram registrados relatos, na Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia, de que os pacientes do local estariam sendo maltratados, medicados contra a vontade, além de proibidos de deixar o local. Também foram apontadas privações de necessidades básicas, perpetradas com o aval de uma psicóloga registrada no Conselho Regional de Psicologia, a qual era conivente e não comunicava os órgãos fiscalizatórios.
 
Averiguação
 
No último dia 20, diante da nova denúncia, MP-GO, Defensoria Pública do Estado de Goiás e a Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia realizaram uma averiguação preliminar na clínica. Havia 40 internos. Foi constatado que o local não possuía as mínimas condições de funcionamento, a estrutura não era adaptada para as atividades de uma clínica e as instalações físicas não suportavam a quantidade de internos. As condições de higiene não eram adequadas, sendo notado odor fétido, bem como internos da clínica necessitando de atendimento médico primário.
 
Dos 40 internos do local, 39 relataram que estavam internados contra a vontade e que foram conduzidos para o local por uma prática conhecida por resgate, que era praticada por uma equipe formada por três a cinco homens, que se dirigiam para o local onde as vítimas estavam a pedido dos familiares. A equipe, então, com emprego de força, pegava as vítimas de surpresa – em suas residências, igreja ou na rua. Elas eram amarradas, vendadas e medicadas. Quando acordavam, já estavam no interior da clínica.
 
Os internos relataram também que, quando estavam na clínica, eram proibidos de deixar o local, podendo apenas conversar com familiares por telefone em dias não especificados. As vítimas eram obrigadas a realizar a limpeza da clínica, enquanto os seus familiares pagavam mensalmente pela internação e tratamento, acreditando que estariam realizando tratamento de dependência alcoólica ou de substâncias entorpecentes. No local, duas vítimas afirmaram que sofreram agressões físicas e enforcamento. Além disso, uma delas já estava internada na clínica de reabilitação há mais de um ano e dois meses.